Diabetes Gestacional: o que é?

A diabetes gestacional ocorre quando há um aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez. Porém, para se caracterizar como tal, esse aumento deve ter acontecido pela primeira vez durante a gestação. A condição ocorre em aproximadamente 4% das mulheres gestantes.

A cura costuma acontecer logo após o parto. No entanto, a mulher fica em risco para desenvolver a diabetes do tipo 2. O bebê também pode correr perigo se a diabetes gestacional não for controlada e tratada durante a gestação. É muito importante manter os cuidados e o acompanhamento médico mediante o diagnóstico, inclusive depois de ter o bebê.

Não existe uma causa exata para a diabetes gestacional. É muito provável que ela esteja relacionada à elevação de hormônios que acontece durante o período. A segunda metade da gravidez é o período onde a doença mais se desenvolve.

Nenhuma mulher está livre de desenvolver a diabetes gestacional. No entanto, existem alguns fatores de risco:

  • Idade superior a 25 anos;
  • Histórico familiar de diabetes;
  • Diabetes gestacional anterior;
  • Bebês que nasceram acima dos 4 kg em gestações anteriores;
  • Gestações anteriores com bebê natimorto inexplicável;
  • Aumento do líquido amniótico;
  • Tolerância à glicose diminuída ou glicemia de jejum alterada;
  • Excesso de peso antes da gravidez;
  • Ganho excessivo de peso na gravidez;
  • Raças negra, hispânica, indígena ou asiática.

Quais os Sintomas da Diabetes Gestacional?

diabetes gestacional sintomas

Essa doença não costuma apresentar sintomas. Por isso, é muito necessário que você faça exames periódicos durante toda a gravidez. Em alguns casos, os sintomas podem ser facilmente confundidos com sinais normais da gravidez. São eles:

  • Aumento da sede;
  • Aumento da micção;
  • Aumento da fome;
  • Visão turva e embaçada.

Diabetes Gestacional tem Riscos?

Quando a diabetes gestacional não é monitorada e controlada, pode gerar riscos, tanto para a mãe quanto para o bebê.

Para o bebê:

  • Peso excessivo ao nascer;
  • Nascimento de bebê prematuro;
  • Síndrome do desconforto respiratório;
  • Hipoglicemia após o nascimento;
  • Risco de desenvolver diabetes tipo 2;
  • Morte antes ou logo após o nascimento.

Para a mãe:

  • Pressão arterial elevada e pré-eclâmpsia;
  • Diabetes tipo 2 no futuro.

Qual o Tratamento?

diabetes gestacional tratamento

  • Monitorar os níveis (valores) de açúcar no sangue: você deverá verifica-los de quatro a cinco vezes por dia, para certificar-se que a glicemia está em uma faixa saudável. Os horários recomendados são de manhã (em jejum) e depois das refeições;
  • Ter uma dieta saudável: comer em porções saudáveis e evitar o ganho de peso é a melhor forma de controlar o açúcar no sangue. Limite os carboidratos refinados e inclua frutas, legumes e grãos integrais no cardápio;
  • Fazer atividade física: o exercício reduz o nível de açúcar no sangue, estimulando o corpo a mover a glicose para as células;
  • Medicamentos: caso os passos acima não forem suficientes, você pode precisar de injeções de insulina diariamente. Alguns médicos podem prescrever também medicamentos via oral que controlam o açúcar no sangue;
  • Monitorar cuidadosamente o bebê: o crescimento e o desenvolvimento do feto deve ser monitorado por testes como o ultrassom. O médico poderá induzir o parto caso você não entre em trabalho de parto no tempo adequado.

Dieta para Diabetes Gestacional

grávida fazendo dieta para diabetes gestacional

A dieta para gestantes com diabetes é semelhante à feita para diabéticos comuns. É de extrema importância evitar os alimentos ricos em açúcar e farinha branca, como doces, pães, bolos, salgados e massas.

As grávidas devem ter cuidado redobrado, para não acabar prejudicando o desenvolvimento do feto.

O que comer?

  • Grãos integrais como arroz e pão integral, quinoa, aveia, lentilha, grão-de-bico, feijão, milho e ervilha;
  • Frutas e legumes;
  • Carnes em geral, preferencialmente com pouca gordura;
  • Peixes frescos ou enlatados em azeite, como sardinha e atum;
  • Oleaginosas como castanhas, amendoim, nozes, avelãs e amêndoas;
  • Leite e derivados;
  • Gorduras naturais como manteiga, azeite, óleo de coco e abacate;
  • Sementes como chia, linhaça, gergelim, abóbora e girassol.

Consuma com moderação:

  • Sucos naturais;
  • Frutas desidratadas;
  • Bolos integrais;
  • Granola.

O que NÃO comer?

  • Alimentos com açúcar e farinha branca como bolos, sorvetes, doces, salgados, pizzas, tortas e pães brancos;
  • Alimentos que contenham amido de milho;
  • Produtos semelhantes ao açúcar, como melaço, xarope de milho e xarope de glicose;
  • Carnes processadas como salsicha, linguiça, presunto e mortadela;
  • Bebidas que contenham açúcar como café, refrigerantes, sucos industrializados e chás.

Cardápio:

Café da manhã: 1 copo de leite + 2 fatias de pão integral com queijo, ovo e 1 colher (chá) de gergelim OU 1 xícara de café sem açúcar + 1 banana assada + 2 fatias de queijo com orégano.

Lanche da manhã: 1 banana + 10 castanhas de caju OU 2 fatias de mamão + 1 colher (sopa) de aveia.

Almoço/Jantar: 1 batata assada no forno + 1/2 posta de salmão + salada verde com azeite + 1 laranja OU macarronada integral de frango com legumes ao molho de tomate + salada refogada no azeite + 2 fatias de melão.

Lanche da tarde: 1 xícara de café sem açúcar + 3 torradas integrais com queijo OU 1 xícara de café com leite + 1 fatia de bolo integral.

Fontes:

http://www.scielo.br/pdf/%0D/ramb/v49n3/a40v49n3.pdf

https://www.researchgate.net/profile/Sandra_Silveiro/publication/51857870_Gestational_diabetes_management_A_multidisciplinary_treatment_algorithm/links/0046353a5b4f97977e000000.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=%22S0004-27301999000100005%22&script=sci_arttext

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