Você já conhece a Diabetes Insipidus? Aprenda sobre ela aqui

O que é a Diabetes Insipidus?

Na diabetes insipidus ocorre um distúrbio no controle da água presente no organismo. Os rins não conseguem retê-la adequadamente. Dessa forma, a pessoa com a doença tem um grande volume de urina, com quantidades que variam entre 3 a 10 litros por dia.

A urina da diabetes insipidus é bastante diluída. Essa doença ocorre por dois motivos: uma alteração no hipotálamo que impede a produção e a liberação de ADH ou um problema nos rins, que deixam de responder à presença do ADH. O resultado é uma perda excessiva de água através da urina.

Os portadores de diabetes insipidus têm grande diurese e se desidratam muito facilmente. Um dos sintomas é sentir muita sede. No entanto, enquanto tiver acesso à líquidos, não acontecem grandes complicações. Se há urina em excesso sem ter água o suficiente para repor as perdas, o paciente entra em desidratação, que pode ser severa e potencialmente fatal.

Diabetes Insipidus Central

Tem origem no sistema nervoso central. Acontece quando o hipotálamo e a hipófise comprometem a produção e liberação de ADH, o hormônio antidiurético. O ADH age nos rins, e estimula que a água seja reabsorvida, impedindo que aconteça desidratação pela urina. Quando esse hormônio não é bem produzido, os rins perdem capacidade de reter a água filtrada, que acaba escapando na urina.

Suas causas normalmente estão relacionadas a:

  • Cirurgia do sistema nervoso central, lesionando acidentalmente o hipotálamo ou a hipófise;
  • Traumas;
  • Tumores do sistema nervoso central;
  • Doença autoimune que produz anticorpos contra as células produtoras de ADH;
  • Histórico familiar;
  • Anorexia nervosa;
  • Encefalopatia hipóxica.

diabetes insipidus

Diabetes Insipidus Nefrogênico

Nesse caos, o hipotálamo e a hipófise funcionam da maneira correta e produzem quantidades adequadas de ADH. O problema está no hormônio, que acaba não funcionando corretamente devido a um problema originado nos rins.

Normalmente é causado pelo uso de medicamentos tóxicos para os rins, como lítio, anfotericina B e demeclociclina. Pode acontecer em crianças por mutações genéticas, que alteram o receptor de ADH ou as proteínas relacionadas à sua função. Outras causas podem ser:

  • Alterações genéticas nos receptores dos túbulos renais;
  • Cálcio sanguíneo elevado (hipercalcemia);
  • Potássio sanguíneo baixo (hipocalemia);
  • Uso crônico de lítio;
  • Amiloidose;
  • Síndrome de Sjögren.

Diagnóstico e Sintomas:

Os sintomas incluem:

  • Volume elevado de urina, excedendo os 3 litros ao dia;
  • Sede intensa, com preferência por líquidos gelados;
  • Urina bastante clara e diluída;
  • Noctúria (acordam bastante durante a noite para urinar).

mulher com sede intensa

Diagnóstico

O médico especializado analisa o histórico clínico do paciente utilizando exames de sangue e de urina. Neles, são avaliadas as concentrações de sódio e glicose, além da osmolaridade do sangue e da urina.

Para definir o tipo de diabetes insipidus, central ou nefrogênica, é necessário realizar um teste funcional, chamado de teste da restrição hídrica. Nele, o paciente internado é colocado em jejum de água. Então, são feitos exames a cada 2 horas, até que certos critérios laboratoriais ou a perda de peso sejam alcançados. Nesse momento é feita a aplicação de uma dose do hormônio sintético desmopressina, com efeito semelhante ao ADH. Observa-se a resposta no volume urinário e nos outros exames laboratoriais realizados.

Tratamento

O tratamento indicado depende da circunstância da doença. Quando possível, a situação é controlada trocando os medicamentos que causam a doença, como o lítio, por substitutos. Quando a doença que causa a diabetes insipidus não pode ser tratada, pode-se controlar o distúrbio com um medicamento chamado desmopressina, uma molécula que faz um trabalho semelhante ao ADH produzido no organismo. O volume urinário é, então, controlado.

Casos mais leves e moderados, por exemplo, podem ser tratados com uma dieta pobre em sal e o uso de alguns diuréticos tiazídicos, que ajudam a controlar a concentração da urina.

Fontes:

https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejm200010053431403

https://www.nature.com/articles/359233a0

https://jasn.asnjournals.org/content/16/10/2836.short

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *